“A tradição dos oprimidos nos ensina que o ‘estado de exceção’ no
qual vivemos é a regra. Precisamos chegar a um conceito de história que
dê conta disso. Então surgirá diante de nós nossa tarefa, a de
instaurar o real estado de exceção; e graças a isso, nossa posição na
luta contra o fascismo tornar-se-á melhor. A chance deste consiste, não
por último, em que seus adversários o afrontem em nome do progresso como
se este fosse uma norma histórica. (...) O dom de atear ao passado a
centelha da esperança pertence àquele historiador que está perpassado
pela convicção de que também os mortos não estarão seguros diante do
inimigo, se ele for vitorioso. E esse inimigo não tem cessado de
vencer.”
– Walter Benjamin (“Sobre o conceito de história”, Tese VIII)
“Há um mundo que as pessoas comuns não conhecem, que se
desenvolve nas universidades, nos institutos de pesquisa, nas
associações internacionais regionais e mundiais, nos foros e nas
pós-graduações, com uma literatura imensa, que alcança proporções
siderais, de dimensão tamanha que ninguém pode dominar individualmente. É
o mundo dos criminólogos e dos penalistas. As corporações os ignoram e
quando lhes cedem algum espaço, os técnicos se expressam em seu próprio
dialeto, incompreensível para o resto dos humanos.”
– Eugenio Raúl Zaffaroni (“La Cuestión Criminal”)
quarta-feira, 4 de maio de 2016
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Crime, pena e falácias da prevenção geral
Por Thiago M. Minagé e Diego Bayer
// Colunistas Just
Conforme aprofundamo-nos no estudo do Direito Criminal/Penal (como bem queiram chamar), constatamos a necessidade de superação de conceitos e teorias não aplicáveis em nossa realidade social. Não só por suas inconsistências, mas pela incompatibilidade jurídico-cultural existente.Assim, quanto mais ativo no exercício do poder pela força o Estado for, a justificativa da teoria da prevenção geral, em sua vertente positiva, é reafirmada. A mesma vertente que vê o direito penal como afirmador de valores - valores simbólicos, únicos e consentidos por todos. Afirmaria uma confiança no sistema penal, entretanto, sua corrente negativa, pretendendo reconhecer, na pena, a redenção dos que não delinquiram e, possivelmente, sentiriam-se tentados a delinquir. Me poupem dessa balela – embora eu confesse que um dia aprendi e ensinei assim[1].
Verificamos a cada dia que as finalidades da pena, conforme expostas sob o manto da Prevenção Geral (na ilusão de alcançar aqueles que não delinquiram ainda), não passam de ilusórias e inalcançáveis.
quinta-feira, 17 de março de 2016
Como estruturar (e manter) um projeto de estudos a longo prazo
Só
Deus sabe o tamanho da frustração de não passar no Exame de Ordem,
afora o fato de saber o quanto é complicado passar meses, anos,
estudando para concursos antes de começar a ser aprovado e SE conseguir ser aprovado.
Resiliência,
a capacidade de suportar frustrações, é um elemento fundamental neste
processo, em especial porque, em regra, o sucesso não vem quando
queremos.
Ele demora um pouco mais.
segunda-feira, 14 de março de 2016
Quanto tempo se leva para consolidar o hábito de estudar?
Semana
passada publiquei aqui um texto sobre plasticidade cerebral e nossa
capacidade de nos adaptarmos a novas situações, desde que um estímulo
seja apresentado de forma repetida até um novo hábito ser formado.
Mas…quanto
tempo levamos, em média, para consolidar um novo hábito? Quanto tempo
leva o cérebro no processo de adaptação a uma nova forma de se
comportar?
quinta-feira, 10 de março de 2016
Como sustentar com consistência a concentração nos estudos?
Manter a concentração nos estudos! Esse é o objetivo principal de todo estudante.
Mas
apesar de ser o sonho de todos, não são todos que conseguem manter de
forma sustentada e sistemática a concentração na hora de estudar.
E
quem consegue obtém para si uma vantagem imensa em relação aos demais,
em especial quando falamos de concursos e vestibulares. Quanto ao exame
de ordem, face ao pequeno lapso temporal para se preparar, de
aproximadamente 3 meses entre uma prova e outra, manter a concentração é
crucial para esgotar todo o conteúdo programático e fazer uma prova com
boas chances de ser aprovado.
A
concentração é fundamental para não só abordar o conteúdo a ser
estudado como também para assimilá-lo de forma adequada, em conjunto com
uma estratégia de estudo. Poderíamos inclusive chamá-la de “fundamento
primeiro” do estudo, tal sua importância.
Mas antes, o que é exatamente concentração?
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